sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Deuteronômio: O Livro da Aliança/ Lição 1ª EBD 4º Trimestre

 

Lição 1: Deuteronômio: o livro da Aliança

Data: 4 de outubro de 2026

 

TEXTO ÁUREO

“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8).

VERDADE PRÁTICA

A fidelidade a Deus e à sua Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Js 1.8; 2Tm 3.16

A obediência à Palavra conduz à vida santa e à direção de Deus

 

 

Terça — Dt 11.26-28

A desobediência à Palavra conduz à perda espiritual

 

Quarta — 2Tm 2.2

A responsabilidade de transmitir fielmente a Palavra à próxima geração

 

 

Quinta — Dt 1.6-8; Fp 3.20

Como povo de Deus, somos chamados a avançar pela fé rumo à promessa

 

 

Sexta — Dt 6.5; 12.1

Um relacionamento com Deus marcado por amor e obediência

 

 

Sábado — Mt 4.4,7,10

Jesus confirma a autoridade e a inspiração de Deuteronômio

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 1.1-8.

 

1 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.

2 — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.

3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,

4 — depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.

5 — Dalém do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo:

6 — O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.

7 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.

8 — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.

HINOS SUGERIDOS

107, 259 e 276 da Harpa Cristã.

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, estudaremos o livro de Deuteronômio, integrante do Pentateuco, e destacaremos os princípios da aliança que Deus estabeleceu com Israel. Nele, Moisés apresenta o seu discurso final, prepara o povo para a entrada na Terra Prometida e reafirma a centralidade da Lei e a necessidade de fidelidade a Deus (Dt 28.1,2). O livro também nos conduz à compreensão de três discursos do Legislador de Israel (1 — 4; 5 — 27; 28 — 34), dos seus atos finais e da sua conexão com o Novo Testamento, além de revelar fundamentos permanentes para a vida cristã.

Palavra-Chave:

ALIANÇA

I. DEUTERONÔMIO: AUTORIA E PROPÓSITO DO LIVRO

 

1. Autoria. A tradição judaica, a evidência interna e os estudiosos conservadores reconhecem Moisés como autor de Deuteronômio, pois foi o mediador da aliança entre Deus e Israel (Dt 1.1; 31.9,24). O livro registra os discursos, instruções e exortações dirigidos ao povo nas campinas de Moabe. Apenas os acontecimentos posteriores à sua morte, descritos no capítulo final, podem ter sido registrados por Josué ou por outro escriba sob inspiração divina. Em Deuteronômio 1.3, observa-se que o conteúdo antecede a sua morte e a conquista da Terra Prometida.

2. Definição. O título deriva da expressão grega deuteronomion, traduzida na Septuaginta como “repetição da Lei” (Dt 17.18). O livro reflete a releitura de Moisés sobre a Lei às vésperas da entrada em Canaã. Na tradição judaica, é chamado hadevārîm (“estas palavras”), destacando-se o seu caráter discursivo. Com linguagem acessível, Moisés exorta Israel à fidelidade exclusiva ao Senhor (Dt 5.7-10) e adverte o povo contra a idolatria e a corrupção moral. Estruturado em três discursos, Deuteronômio reafirma que a obediência à Palavra conduz à bênção e à vida santa (Js 1.8; Cf. 2Tm 3.16).

3. Valor e propósito de Deuteronômio. O valor de Deuteronômio é permanente para a edificação espiritual do povo de Deus, evidenciado no seu uso na reforma de Esdras e Neemias. O livro destaca o amor de Deus e a devoção que Ele requer (Dt 6.5) e instrui o povo a viver com justiça, equidade e integridade, pois a obediência conduz à vida e à bênção, enquanto a desobediência leva à maldição (Dt 11.26-28). O seu propósito é reafirmar a aliança e preparar o povo para a promessa. Hoje, somos chamados a renovar nosso compromisso com Deus, a viver em fidelidade e a experimentar a vitória em Cristo (1Co 15.57).

 

SINOPSE I

Deuteronômio reafirma a Lei e a aliança de Deus com Israel.

 

II. CONTEXTO HISTÓRICO DE DEUTERONÔMIO

 

1. Panorama espiritual. O capítulo 1 de Deuteronômio começa com um cenário espiritual. A expressão “Estas são as palavras que Moisés falou” (v.1), do hebraico Êlleh hadvarim, introduz um discurso com autoridade divina. Não são palavras humanas, mas revelação de Deus, que exige obediência. Dirigidas à nova geração, nas campinas de Moabe, visavam renovar a aliança. Como não presenciou o Êxodo, o povo precisava ser instruído antes de entrar na Terra Prometida. Isso evidencia a importância de transmitir a Palavra entre gerações (2Tm 2.2).

2. Um panorama geográfico. Após apresentar o discurso de Moisés, Deuteronômio descreve regiões percorridas por Israel: o deserto (terra desabitada), a planície de Arabá e locais como Parã, Labã, Hazerote e Di-Zaabe, indicando a rota até Canaã. Em Deuteronômio 1.2, destaca-se que o trajeto de Horebe a Cades-Barneia poderia ser feito em poucos dias, mas levou quarenta anos devido à desobediência do povo. A antiga geração sofreu as consequências da sua incredulidade e falta de temor; logo, aprendemos que a jornada rumo à Canaã Celestial exige santidade, fé e obediência para que alcancemos as promessas de Deus (Hb 4.1-11).

3. O discurso exortativo de Moisés. Consciente de que não entraria na Terra Prometida (Dt 1.37; 3.27), Moisés profere o seu discurso final e prepara o povo para a transição de liderança a Josué. Esse momento de despedida e instrução é recorrente entre líderes bíblicos, como, por exemplo, Jacó, Josué, Samuel e Davi, e também é observado em Jesus (Jo 14-16). Moisés fala em tom de vitória e recorda feitos do Senhor, como a derrota de Seom e Ogue. As palavras dele não eram meramente humanas, mas revelação divina. A “Lei” refere-se à Torá, conjunto de ensinos que orientavam a vida moral e espiritual de Israel, base da sua identidade como povo de Deus.

4. Desafiando a nova geração a ser decisiva. A antiga geração de Israel falhou no seu compromisso com o Senhor Deus e não entrou na Terra Prometida. O primeiro discurso de Moisés revisa esse passado e orienta a nova geração à fidelidade. Após quarenta anos, surge um povo chamado a obedecer (Dt 1.6-8). O centro está em Deuteronômio 1.8: Deus já deu a terra; cabia a Israel possuí-la pela fé. É assim também hoje, pois somos chamados a viver pela fé, rumo à cidade celestial (Fp 3.20).

SINOPSE II

Moisés relembra a jornada de Israel e exorta à obediência.

 

III. O LADO DOUTRINÁRIO E PRÁTICO DE DEUTERONÔMIO

 

1. Relevância doutrinária. A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se na revelação do caráter de Deus: justo, santo, fiel, misericordioso, zeloso e verdadeiro (Dt 7.9; 10.17). O livro apresenta o relacionamento entre o Senhor e Israel — que deve ser marcado por temor, obediência e reverência — e exige submissão contínua à vontade e à Lei de Deus (Dt 6.5; 12.1). Destaca-se também o seu aspecto messiânico, ao apontar para Jesus como o Profeta semelhante a Moisés (Dt 18.15; cf. At 3.23); logo, o povo era chamado a viver segundo a Lei para cumprir a sua missão e, assim, experimentar o favor divino.

2. Relevância ética e prática. Em Deuteronômio, Moisés destaca temas essenciais à vida do povo, especialmente a educação espiritual dos filhos (Dt 6.6,7). No cotidiano, os pais deveriam ensinar a Palavra e, assim, formar gerações firmes na fé, como ocorreu com Timóteo (2Tm 1.5). O livro também enfatiza o amor e a fidelidade a Deus, expressos na obediência aos seus mandamentos (Dt 6.5). Além disso, orienta sobre liderança justa e submissão à Lei, visando o bem comum. O seu tom exortativo chama o povo a rejeitar a idolatria e viver segundo a vontade divina. Assim, o livro evidencia princípios de justiça, compaixão e responsabilidade que servem de referência para a ética cristã.

SINOPSE III

Deuteronômio une doutrina, ética e fidelidade à Palavra.

 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

  O PROPÓSITO DO LIVRO.

 

“O propósito original de Moisés ao se dirigir à nova geração de Israel antes de passar a liderança a Josué foi desafiar, encorajar e instruir as pessoas sobre: 1) os atos poderosos e as promessas de Deus, 2) as suas próprias obrigações de fé e obediência previstas no concerto, e 3) a sua necessidade de reverenciar a Deus e viver para realizar os seus propósitos. Moisés queria relembrar o povo da séria responsabilidade e do privilégio de amar e honrar a Deus de todo o coração, de toda a alma e força (6.4).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.300).


CONCLUSÃO

 

A leitura do livro de Deuteronômio possui grande valor para nós, os salvos em Cristo Jesus, pois nos conduz à compreensão da aliança que Deus firmou com Israel. Ao mesmo tempo, ressalta a importância de obedecer aos preceitos divinos e de renovar continuamente nosso compromisso de fé. Somos, portanto, chamados a viver uma vida cristã autêntica, que é marcada pela fé e responsabilidade, e a responder ao Senhor com amor, obediência e disposição constante para ouvir a sua Palavra.


REVISANDO O CONTEÚDO

 

1. O que reúne o livro de Deuteronômio?

R: O livro de Deuteronômio reúne discursos e registros históricos de Moisés.

 

2. Qual é o valor de Deuteronômio para o povo de Deus?

R: O valor de Deuteronômio é permanente para a edificação espiritual do povo de Deus, evidenciado o seu uso na reforma de Esdras e Neemias.

 

3. Qual é a mensagem central de Deuteronômio 1.8?

R: O centro está em Deuteronômio 1.8: Deus já deu a terra; cabia a Israel possuí-la pela fé.

 

4. A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se em quê?

R: A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se na revelação do caráter de Deus: justo, santo, fiel, misericordioso, zeloso e verdadeiro (Dt 7.9; 10.17).

 

5. O que demonstram as referências de Cristo e dos apóstolos sobre o livro de Deuteronômio?

R: Essas referências demonstram que tanto Cristo quanto os seus apóstolos reconheciam Deuteronômio como Escritura inspirada, na qual se encontram fundamentos que apontam para o cumprimento das promessas messiânicas em Jesus Cristo.

 

4º Trimestre de 2026

 

Título: O Deus da Aliança — Advertências, promessas e bênçãos no livro de Deuteronômio

Comentarista: Osiel Gomes

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

TERAPIA FAMILIAR: Vencendo os Desafios no Relacionamento Familiar




INTRODUÇÃO

Este artigo visa trazer aos seus leitores uma visão de como podemos ajudar os casais bem como os membros da família na resolução de situações e discórdias que eventualmente possam estar trazendo algum tipo trauma no relacionamento familiar; este artigo pode ajudar na superação destes problemas conjugais, bem como aqueles que podem envolver os filhos e outros que estejam fazendo parte deste convívio familiar. O assunto é importantíssimo e muito vasto e por mais que tentemos não conseguiremos exaurir aqui todas soluções para os problemas que o casal, a família, estejam enfrentando, por isso a terapia de casais e família é fundamental para que estes consigam superar as situações.

 

1. A FORMAÇÃO FAMILIAR 

            Segundo Menezes[1] na sociologia:

A família representa uma agregação de indivíduos unidos por laços afetivos ou de parentesco em que os adultos são responsáveis pelo cuidado com as crianças. A família também é compreendida como a primeira instituição responsável pela socialização dos indivíduos.

A formação familiar segundo o modelo bíblico é constituída por um homem e uma mulher, o livro de Gênesis (no capítulo 2 verso 24) diz: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne[2]”. A partir desta decisão de casar-se, os cônjuges começarão enfrentar problemas inimagináveis que irão acontecer ao longo desta trajetória familiar. Este assunto será mais aprofundado a seguir, bem como a formação das famílias no contexto contemporâneo.

1.1 A família no modelo bíblico.

            Como já dissemos na introdução a família foi instituída por Deus; a família é a célula mater (célula mãe) da sociedade, a partir da formação da família que as demais instituições foram formadas; poderíamos dizer ainda que “A família é a espinha dorsal da sociedade”, sem esta espinha dorsal não tem como a sociedade sobreviver, devido esta grande anomalia em sua formação. Sendo assim a família assume um papel fundamental na existência e manutenção da sociedade. Como temos vistos atualmente a família tem sofrido com os ataques que tem vindo de todas as partes; por sua vez os casais nem sempre estão sabendo como lidar com os problemas, visto que no início precisam romper com as barreiras naturais de um novo relacionamento. Sobre os problemas na vida do casal trataremos noutro ponto separado para este fim. Deus cria o homem (Adão) macho e a mulher (Eva) fêmea e une este homem à esta mulher pelos laços do matrimônio para que esta pudesse estar com ele ajudando no cuidado do Jardim do Eden. Segundo o escritor Santos (2021, p16), “no que diz respeito a essa junção, está união vai além, revelando um Deus que supre a ausência sentida pelo homem em relação a mulher”. Sendo assim é possível ver um Deus que se preocupa com o bem estar daqueles que são criados à sua imagem e semelhança. Com o passar dos tempos as famílias tem-se deixado o modelo bíblico e tem assumido para si outros modelos de uniões que fogem a narrativa bíblicas. É o que trataremos no próximo tópico.

1.2 A família no contexto da pós-modernidade.

Ao longo dos tempos a família nuclear tem sofrido alterações segundo o pastor José Gonçalves:

Assim, na cultura pós-moderna, o conceito de família é fragmentado, se não, diluído. A partir da revolução sexual, em que a forma de expressar a sexualidade ganha novos contornos, isto é, não acontece apenas na esfera do casamento, o ideal de família vai sendo desconstruído, nesse contexto, tanto o movimento feminista como movimento homossexual, filhos legítimos da revolução sexual dos anos 1960, passaram impor novos padrões para a expressão da sexualidade. Aquilo que começou de forma embrionária dos anos 1960 ganha corpo e forma nos anos 2000. Isso pode ser visto, por exemplo, na ideologia de gênero, teoria que defende que o gênero, a orientação e a identidade sexual são resultados de uma construção social, e, portanto não biológicos[3].

A pós-modernidade traz consigo vários desafios., inclusive voltados para a família. A família contemporânea já não é mais composta por um por um casal heterossexual como ensina a Bíblia, estão sendo formadas por pessoas do mesmo sexo, por meio das relações homoafetivas, este conceito de família homoafetiva ganhou destaque com o reconhecimento do STF em 2011,



[1] MENEZES, Pedro Professor de Filosofia, Mestre em Ciências da Educação, disponível em https://www.todamateria.com.br/familia-sociologia/ Acesso em 11/08/2022

[2] ALMEIDA, João Ferreira de BÍBLIA Sagrada Edição Revista e Corrigida CPAD,2016, pag. 5.

[3] GONÇALVES, José, Os Ataques Contra a Igreja de Cristo, CPAD, 2022, p.77.


Saiba mais: 

https://draft.blogger.com/blog/post/edit/3853953263527882040/4393222513804116474

A Missão Continua em Nós! Lição 13 EBD

 

 

 

Lição 13: A Missão continua em nós

Data: 27 de setembro de 2026

 

TEXTO ÁUREO

“Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10).

VERDADE PRÁTICA

Importa que a Igreja pregue o Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da Terra.

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Mc 13.10

Importa que o Evangelho seja pregado a todas as nações

 Terça — At 1.8

O Evangelho avança até os confins da Terra

 Quarta — At 28.30,31

O Evangelho é anunciado com ousadia e sem impedimento

 Quinta — Rm 10.14,15

A pregação é o meio de Deus para alcançar as nações

 Sexta — 2Tm 2.9

As circunstâncias não impedem o avanço do Evangelho

 Sábado — Mt 28.18-20

A Igreja é enviada para anunciar o Evangelho a todos os povos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 28.18-20; Atos 1.8; Efésios 2.13-18.

 

Mateus 28

18 — E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

                                                                    Atos 1

8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

                                                                   Efésios 2

13 — Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

14 — Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 — na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 — e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 — E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

18 — porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

HINOS SUGERIDOS

115, 127 e 227 da Harpa Cristã.

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

A missão da Igreja nasce do mandato de Cristo e do poder do Espírito Santo, tendo como alvo todas as nações. Desde o princípio, o Plano de Deus sempre foi alcançar também os gentios, rompendo barreiras étnicas e culturais. A expansão do Evangelho confirma que Deus não faz acepção de pessoas e chama todos para o seu Reino. Assim, a Igreja é essencialmente missionária e permanece chamada a anunciar Cristo até os confins da Terra (At 28.30,31).

Palavra-Chave:

COMISSÃO

I. O MANDATO UNIVERSAL DE JESUS

 

1. A autoridade de Cristo sobre todas as nações (Mt 28.18). Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no Céu e na Terra, Jesus afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja. Essa autoridade, confirmada após a ressurreição, garante que a ordem missionária não se apoie em força humana, mas no senhorio do Cristo glorificado. Por isso, a missão é universal e inegociável. Em Atos 1.8, o Senhor revela o meio dessa missão: o poder do Espírito Santo. Sem a ação do Espírito, não há testemunho eficaz; sem missão, a Igreja perde sua razão de existir. Hoje, essa mesma autoridade continua sustentando a proclamação do Evangelho em todas as realidades onde a Igreja está inserida.

2. A ordem de fazer discípulos em todas as etnias (Mt 28.19). A Grande Comissão revela que o Evangelho não reconhece fronteiras culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas as nações é o desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os povos (Mc 16.15). O discipulado vai além da conversão inicial: envolve ensino, formação espiritual e transformação de vida. Assim, a Igreja dos gentios confirma que o plano de Deus sempre foi incluir todos os povos em seu Reino. Essa missão continua vigente, chamando cada cristão a testemunhar com fidelidade até a volta de Cristo.

3. A promessa da presença de Cristo até o fim (Mt 28.20). A ordem missionária vem acompanhada de uma promessa consoladora: Jesus estaria com sua Igreja todos os dias, até a consumação dos séculos. Essa presença constante, manifestada pelo Espírito Santo, sustenta a obra missionária mesmo em meio às adversidades. Não caminhamos sozinhos; o Senhor é nosso ajudador (Hb 13.5,6). Essa certeza fortalece a fé, renova a esperança e garante que a missão de Deus não falhará. Assim, confiantes na presença de Cristo, avançamos para compreender como essa missão se concretiza na expansão do Evangelho entre os gentios.

SINOPSE I

A autoridade de Cristo fundamenta e ordena a missão universal.

 

II. O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA MISSÃO

 

1. A capacitação do Espírito Santo para testemunhar (At 1.8a). Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja só é possível mediante a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é humano, nem resultado de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina que concede ousadia, discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de Cristo (Lc 24.49). Esse poder capacita o crente a viver em santidade e a comunicar eficazmente o Evangelho. Além disso, o Espírito Santo atua no coração dos ouvintes, convencendo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Ele revela o pecado da incredulidade, manifesta a justiça de Deus em Cristo (2Co 5.21) e aponta para o juízo já decretado sobre Satanás, assegurando que a missão não depende apenas de quem anuncia, mas do agir soberano de Deus.

2. A expansão geográfica e espiritual do Evangelho (At 1.8b). A missão cristã é progressiva e expansiva. O testemunho começa em Jerusalém, alcança a Judeia e Samaria e se estende até os confins da Terra. Essa progressão revela o Plano divino para a evangelização mundial e estrutura o próprio livro de Atos (1-7; 8-12; 13-28). A expressão “confins da Terra” aponta para todos os povos, culturas e regiões, sem distinção. Assim, o Evangelho rompe limites geográficos, étnicos e culturais, demonstrando que o plano de Deus sempre foi alcançar toda a humanidade (Rm 15.20).

3. A missão como responsabilidade de toda a Igreja. Paulo mostra que a fé nasce ao ouvir a mensagem proclamada do Evangelho (Rm 10.13-15). A missão não é tarefa exclusiva de líderes, mas responsabilidade de toda a Igreja. Todos os crentes foram chamados para anunciar as virtudes de Deus (1Pe 2.9). Ser enviado é um privilégio e uma honra, pois “quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas” (Is 52.7 — NAA). Assim, fortalecida pelo Espírito e consciente de sua vocação, a Igreja segue proclamando o Evangelho, agora considerando como esse anúncio encontra respostas diferentes no coração humano.

SINOPSE II

O Espírito capacita e impulsiona a expansão missionária.

III. A GRANDE COMISSÃO E A CONTINUIDADE DO CHAMADO MISSIONÁRIO

 

1. A inclusão dos gentios no Corpo de Cristo (Ef 2.11-16). Em Efésios 2.11-16, Paulo afirma que os gentios, antes separados, sem esperança e alheios às promessas, foram aproximados de Deus por meio do sangue de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de separação”, abolindo as ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si mesmo um novo homem e estabelecendo a paz. A obra redentora de Cristo reconciliou ambos em um só corpo, formando uma nova comunidade espiritual. Assim, a Igreja é composta de judeus e gentios unidos em Cristo, confirmando que o Evangelho é universal e que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34-36). A inclusão dos gentios revela que a salvação não pertence a um grupo específico, mas é oferecida a todos pela graça.

2. A continuidade da missão até a volta de Cristo. Jesus ensina que, antes do fim, “importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações” (Mc 13.10). Mesmo em meio a perseguições, crises e instabilidades, a missão não pode ser interrompida. A pregação do Evangelho é parte do Plano soberano de Deus e deve prosseguir até a consumação dos tempos. Assim como a Igreja Primitiva perseverou em anunciar Cristo apesar das adversidades, a Igreja atual é chamada a manter-se fiel ao mandato missionário, certa de que o retorno glorioso de Cristo encontrará um povo comprometido com a proclamação do Reino.

3. O compromisso da Igreja atual com missões locais e transculturais. Paulo exorta Timóteo a pregar a Palavra “a tempo e fora de tempo”, revelando que a missão exige perseverança, fidelidade e prontidão (2Tm 4.2). Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve anunciar o Evangelho em contextos locais e transculturais, sustentando, enviando e indo. A missão é global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc 16.15). Manter viva a chama missionária é um dever espiritual, pois “ai de mim se não anunciar o evangelho” (1Co 9.16). Assim, a Grande Comissão permanece como o compromisso permanente da Igreja até que Cristo volte.

 

SINOPSE III

A missão continua na Igreja até a volta gloriosa de Cristo.

 

CONCLUSÃO

 

A Igreja nasceu com vocação missionária. A expansão do Evangelho entre os gentios confirma que a salvação não conhece fronteiras étnicas, culturais ou geográficas. Somos herdeiros diretos da missão confiada à Igreja Primitiva, e chamados a dar continuidade a esse legado. Cabe a nós proclamar Cristo a todos os povos, com fidelidade e compromisso, anunciando, discipulando e testemunhando até a volta do Senhor Jesus. A missão continua, e a responsabilidade é de toda a Igreja.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 1. Como e por quem foi estabelecido o fundamento da missão da Igreja?

R: Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no Céu e na Terra, Jesus afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja.

 

2. O que revela a Grande Comissão, no tocante a fazer discípulos de todas tribos, línguas e nações?

R: A Grande Comissão revela que o Evangelho não reconhece fronteiras culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas as nações é o desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os povos (Mc 16.15).

 

3. Segundo Atos 1.8, como a gloriosa e desafiadora missão da Igreja se torna possível a seres humanos tão limitados?

R: Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja só é possível mediante a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é humano, nem resultado de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina que concede ousadia, discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de Cristo (Lc 24.49).

 

4. O que Paulo afirma em Efésios 2.11-16, demonstrando que judeus e gentios foram reconciliados em um só corpo por meio da obra de Cristo?

R: Em Efésios 2.11-16, Paulo afirma que os gentios, antes separados, sem esperança e alheios às promessas, foram aproximados de Deus por meio do sangue de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de separação”, abolindo as ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si mesmo um novo homem e estabelecendo a paz.

 

5. O que a igreja de hoje deve fazer diante do chamado registrado em Mateus 28.19,20 e em Marcos 16.15?

R: Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve anunciar o Evangelho em contextos locais e transculturais, sustentando, enviando e indo. A missão é global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc 16.15).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A MISSÃO CONTINUA EM NÓS

 

Nesta última lição, o foco é a missão que teve início com os primeiros cristãos e que se estende à igreja dos dias atuais. A pregação do Evangelho rompeu as barreiras étnicas, culturais e geográficas e, finalmente, chegou até nós. É responsabilidade da igreja atual dar continuidade à pregação do Evangelho a fim de que todos os povos da terra conheçam a Palavra da Salvação (Mc 16.15). Afinal de contas, esta é uma promessa de nosso Senhor, de que este Evangelho alcançaria os confins da Terra antes de chegar o tempo do fim (Mt 24.14). Para tanto, o trabalho a igreja é progressivo e contínuo. Ele não consiste apenas em anunciar, mas, sobretudo, consolidar a fé daqueles que creem, e integrá-los ao Corpo de Cristo, isto é, a igreja. Dessa forma, os irmãos recém-chegados tornam-se participantes do compromisso com a sã doutrina, bem como da responsabilidade de alcançar outras pessoas para Cristo, por meio de um testemunho fiel e sincero (At 1.8). O cerne do testemunho cristão é um estilo de vida comprometido com a mensagem compartilhada na Palavra de Deus e que, corriqueiramente, é estudada nas igrejas. Adotar um evangelho que consiste apenas em conhecimento teórico é reduzi-lo ao vazio do judaísmo farisaico, ou seja, sem poder e autoridade espirituais (Mt 7.29). Por essa razão, Paulo declara que o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crer” (Rm 1.16). A esse respeito, Lawrence O. Richards declara, na obra Comentário Histórico — Cultural (CPAD) que “O termo grego para a palavra poder é dunamis. Ele não é, como alguns acreditam, uma força explosiva (dinamite) de Deus, mas uma inextinguível energia que permite que Ele faça uma transformação interior nos seres humanos. O conceito subjacente de ‘salvação’ mantém nossa atenção focalizada em nosso interior. No Antigo Testamento, a ‘salvação’ era principalmente a libertação dos inimigos estrangeiros; mas no Novo Testamento ela representa principalmente a libertação do poder corruptor do pecado, e o temor de suas eternas consequências. Paulo, talvez esteja esperando aqui que seus leitores também pensem no uso cotidiano dessa palavra no primeiro século, onde soteria significava ‘saúde, segurança, preservação’. O evangelho é o poder de Deus — poder que é transmitido a todos os que creem, para nos livrar das trágicas consequências de nosso pecado, e nos tornar espiritualmente sadios para sempre” (2007, p.290). Em outras palavras, o Evangelho é uma mensagem nova que deve ser vivida a cada dia. O próprio Paulo endossa esta verdade aos Filipenses quando diz “[...] assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12), ou seja, desenvolvei a vossa salvação. Que o nosso testemunho possa alcançar muitas almas para Cristo!

 

3º Trimestre de 2026

 

Título: A Igreja dos Gentios — Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

Comentarista: Wagner Gaby

 

 

 

 

Pensamento do Dia

"Não tentar é o mesmo que encruzar os braços quando a Crise está mais aguda"

"Todos Tem o mesmo direito, de lutar e conquistar os seus objetivos, porém existem pessoas que preferem parar e desistir do que seguir em frente. Pense isso"!!

RADIO CPAD

Radio Web CPAD

Atalho do Facebook

Postagens Mais Lidas!