segunda-feira, 13 de julho de 2026

A Graça que Alcança Todas as Nações/ Lição 3

                                                                                                                                                                                                        

     LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

      ADULTOS  3º Trimestre de 2026

 

Lição 3: A Graça que alcança todas as Nações

Data: 19 de julho de 2026

 

TEXTO ÁUREO

 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.8).

 VERDADE PRÁTICA

 É pela graça que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 15.11

A salvação é afirmada como obra exclusiva da graça do Senhor Jesus

 Terça — At 10.44-48

Deus não faz distinção entre pessoas

 Quarta — Ef 2.8,9

A salvação é um dom gratuito de Deus

                                                      Quinta — Tt 2.11,12

A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos

 Sexta — Hb 4.16

O trono da graça está aberto para o crente

Sábado — 2Pe 3.18

Crescendo em graça e conhecimento de Jesus Cristo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 15.1-5,28,29,36-39.

 

1 — Então, alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

2 — Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.

3 — E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.

4 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.

5 — Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.

28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29 — Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

36 — Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.

37 — E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.

38 — Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.

39 — E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.


HINOS SUGERIDOS

 

394, 409 e 433 da Harpa Cristã.

 

COMENTÁRIO

 INTRODUÇÃO

 

A expansão do Evangelho entre os gentios trouxe grande alegria à Igreja, mas também revelou um dos primeiros desafios doutrinários do Cristianismo. Com o retorno de Paulo e Barnabé a Antioquia da Síria, após a evangelização da Ásia Menor, surgiu uma controvérsia que ameaçava a unidade da fé: a salvação estaria condicionada à observância da Lei de Moisés? Cristãos oriundos do farisaísmo passaram a exigir a circuncisão dos gentios convertidos, provocando um debate decisivo sobre a natureza da graça. Diante dessa crise, a Igreja buscou discernimento espiritual e fidelidade às Escrituras, culminando numa decisão importante, no Concílio de Jerusalém, que mostrou que a Graça de Deus alcança todas as nações.

 

Palavra-Chave: 

GRAÇA

 

I. QUANDO A GRAÇA PRESERVA A UNIDADE DA IGREJA

 

1. O Concílio de Jerusalém. Realizado entre 48 e 50 d.C., o Concílio reuniu apóstolos, presbíteros e a igreja para tratar da controvérsia levantada pelos judaizantes, que defendiam a circuncisão como requisito para a salvação (At 15.1,5). Contudo, tal exigência contrariava o ensino bíblico, pois a circuncisão nunca foi meio de justificação (Rm 2.25-29). Sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a Igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.

2. O relatório de Pedro (vv.7-11). Pedro relembra de sua experiência na casa de Cornélio, mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, e não por obras da Lei (At 10.44-46; Gl 3.2). Sem fazer distinção entre judeus e gentios, Deus purificou seus corações pela fé (At 10.34-48). Assim, Pedro questiona a imposição do jugo da Lei e afirma que todos são salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At 15.11).

3. O relatório de Paulo e Barnabé (v.12). Em seguida, Paulo e Barnabé relatam como Deus confirmou a missão gentílica por meio de sinais e prodígios (At 4.30). Milagres como a cegueira do mágico cipriota, a cura em Listra e o livramento de Paulo, testemunham a aprovação divina (At 13.8-11; 14.8-10; 14.19,20). Além disso, destacam que os gentios foram salvos pela graça, sem a exigência da Lei (At 13.12,44,48).

4. O discurso de Tiago (vv.13-21). Tiago, o Justo, irmão do Senhor e líder respeitado da igreja, preside o Concílio com discernimento espiritual (Gl 2.9). Após ouvir os testemunhos, reconhece que Deus visitou os gentios para formar dentre eles um povo para o Seu nome. Fundamenta sua proposta nas Escrituras, citando Amós (Am 9.11,12), mostrando que a inclusão dos gentios já fazia parte do plano redentor. Assim, afirma que a missão gentílica não contradiz a revelação, mas a cumpre. O Concílio decide não impor a Lei mosaica aos gentios, recomendando apenas a abstinência de práticas que comprometeriam a comunhão: idolatria, imoralidade sexual, carne sufocada e sangue. A decisão é comunicada por carta às igrejas gentílicas, enviada com Paulo, Barnabé, Judas e Silas, reafirmando a direção do Espírito Santo (At 15.28) e trazendo consolo e unidade. Após isso, surge a divergência entre Paulo e Barnabé quanto a João Marcos, resultando na separação dos dois líderes. Ainda assim, a obra missionária prossegue, e Marcos é posteriormente restaurado (Cl 4.10; 2Tm 4.11).

A decisão do Concílio revelou que a graça que preserva a unidade da Igreja é a mesma que Deus oferece como dom de salvação a todos, sem distinção.


 SINOPSE I

O Concílio de Jerusalém confirma a graça como base da unidade cristã.

II. UM PRESENTE DE SALVAÇÃO PARA TODOS

 

1. O que é a graça de Deus? A palavra grega cháris significa favor, bondade e dom imerecido. No Novo Testamento, a graça descreve a iniciativa soberana de Deus em salvar o ser humano, não por obras ou méritos, mas por amor e misericórdia (Ef 2.8,9). Diante do drama universal do pecado, que separou toda a humanidade de Deus (Rm 3.23), a graça se apresenta como o único meio de reconciliação. A Lei revela o pecado, mas não salva; somente a graça concede vida, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20).

2. Jesus Cristo como a manifestação da graça. A graça alcança sua plena expressão na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Por amor, Ele se fez pobre para nos enriquecer espiritualmente (2Co 8.9). Em Cristo, a graça não apenas perdoa, mas justifica e transforma, conduzindo o crente a uma vida santa e piedosa (Rm 3.24; Tt 2.11,12). Sua morte substitutiva e ressurreição garantem redenção, perdão e nova vida àqueles que creem (Jo 1.17).

3. A graça é para todos os povos — sem exceção. O Concílio de Jerusalém confirmou que a salvação não exige a observância da Lei mosaica, sendo oferecida igualmente a judeus e gentios pela graça, mediante a fé (At 15.11). Em Cristo, não há barreiras étnicas, culturais ou religiosas. Todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13). Essa graça universal deve ser recebida pela fé em Jesus Cristo, o único Salvador (Ef 2.8; Tt 3.4-7).

Diante dessa graça tão ampla e suficiente, somos chamados não apenas a recebê-la, mas a viver sob o seu governo. A graça que salva também ensina, corrige e fortalece. Quem foi alcançado por ela responde com gratidão, fé perseverante e uma vida que glorifica a Deus em obediência e amor.

SINOPSE II

A graça de Deus oferece a salvação a todos por meio de Jesus Cristo.


III. CRESCENDO NA GRAÇA

1. Como nos aproximar do trono da graça (Hb 4.16). Crescer na graça e no conhecimento de Cristo pressupõe amadurecimento espiritual contínuo (2Pe 3.18). Assim, o acesso ao trono da graça ocorre com confiança, não fundamentada em méritos humanos, mas na obra redentora de Cristo, que removeu a barreira do pecado (Hb 10.19-22; Ef 3.12). Além disso, aproximamo-nos com fé viva e reverência, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Do mesmo modo, essa aproximação exige humildade e coração quebrantado, que o Senhor jamais despreza (Sl 51.17). Por isso, o trono é chamado de Trono da graça: dele procedem misericórdia, perdão, socorro e poder espiritual.

2. Quando devemos nos achegar ao trono da graça? As Escrituras orientam que busquemos a graça “em tempo oportuno” (Hb 4.16). Isso significa que o auxílio divino está sempre disponível no momento exato da necessidade. Com efeito, Deus é socorro bem presente na angústia (Sl 46.1) e jamais se atrasa. Portanto, o trono da graça não é inacessível nem reservado a poucos, mas permanece aberto a todos os crentes, que podem se achegar com confiança, hoje e sempre, pela fé em Jesus Cristo.

3. O que recebemos ao nos achegarmos ao trono da graça? Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão, fortalecimento espiritual e capacitação para viver segundo a sua vontade (Rm 3.24; Fp 2.13). Assim, toda a vida cristã depende dessa graça, desde a salvação até o crescimento contínuo em Cristo (Tt 2.11,12; 2Pe 3.18). Além disso, Deus comunica sua graça por meios espirituais ordenados: a Palavra (2Tm 3.15), a pregação do Evangelho (Rm 1.16), a oração (Hb 4.16), o jejum (Mt 6.16-18), a adoração (Cl 3.16), a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18) e a comunhão à mesa do Senhor (At 2.42).

 SINOPSE III

Crescer na graça é viver dependente de Deus por fé e comunhão.

 

 

CONCLUSÃO

 

Resumindo, o Concílio de Jerusalém reafirmou que a salvação é exclusivamente pela graça, abrindo caminho para a expansão universal do Evangelho (Ef 2.8,9). Desse modo, esse marco histórico ensina que a Igreja deve enfrentar desafios doutrinários com fidelidade bíblica, humildade pastoral e plena dependência do Espírito Santo, cumprindo sua missão entre todas as nações (Mt 28.19,20).

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1. Qual foi a principal controvérsia doutrinária tratada no Concílio de Jerusalém?

A defesa da circuncisão como requisito para a salvação (At 15.1,5). Mas sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a Igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.

 

2. No subtópico sobre o “discurso de Tiago”, qual é a decisão do Concílio e o que ele recomenda?

O Concílio decide não impor a Lei mosaica aos gentios, recomendando apenas a abstinência de práticas que comprometeriam a comunhão: idolatria, imoralidade sexual, carne sufocada e sangue.

 

3. Por que a graça de Deus é o único meio de salvação para todos os povos e como ela se apresenta?

Diante do drama universal do pecado, que separou toda a humanidade de Deus (Rm 3.23), a graça se apresenta como o único meio de reconciliação.

 

4. De acordo com Hebreus 4.16, com quais atitudes espirituais o crente deve se aproximar do trono da graça?

Com fé viva, reverência, humildade e coração quebrantando.

 

5. Segundo a lição, quais bênçãos o crente recebe ao se achegar ao trono da graça de Deus?

Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão, fortalecimento espiritual e capacitação para viver segundo a sua vontade (Rm 3.24; Fp 2.13).

 

Título: A Igreja dos Gentios — Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

Comentarista: Wagner Gaby

 

 

 

 

 

 

 

 

A Porta da Fé se Abre Entre os Gentios/ Lição 2

  

    LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS  3º Trimestre de 2026

 

 

Lição 2: A porta da fé se abre entre os gentios

Data: 12 de julho de 2026

 

TEXTO ÁUREO

“Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.” (At 13.47).

 

VERDADE PRÁTICA

O propósito de Deus é que o Evangelho alcance todas as nações, revelando seu eterno desejo de salvar a todos.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 1.8

A missão aos gentios nasce da promessa do Espírito

 

Terça — At 11.26

Quem é formado em Cristo vive para anunciar Cristo

  

Quarta — At 11.20

A primeira porta que Deus usa para alcançar os gentios

 

Quinta — Is 49.6

Deus planejou que seu povo fosse luz para as nações

 

Sexta — Rm 1.16

O Evangelho é poder de Deus para todo o ser humano

 

Sábado — At 14.27

É Deus quem abre a porta da fé aos gentios

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 13.44-52.

 

44 — E, no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus.

45 — Então, os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia.

46 — Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.

47 — Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.

48 — E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.

49 — E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província.

50 — Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites.

51 — Sacudindo, porém, contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio.

52 — E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

 

HINOS SUGERIDOS

65, 224 e 305 da Harpa Cristã. 

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo está registrada em Atos 13 e 14. Logo após serem separados pelo Espírito Santo (At 13.2,3), Paulo e Barnabé, guiados pela direção divina, iniciaram a obra que o Senhor lhes confiara. A jornada durou cerca de dois anos, entre 46 e 48 d.C. Nesse período, acompanhados por João Marcos, partiram de Antioquia da Síria, seguiram para Chipre — terra natal de Barnabé — e avançaram pela Ásia Menor, anunciando o Evangelho em Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Toda a missão tinha um alvo claro: alcançar os gentios e revelar que o plano de Deus abraça todas as nações sob a luz de Cristo. Esse é o assunto que veremos nesta lição.

 

Palavra-Chave:

 

MISSÃO

 

 I. A MISSÃO EM CHIPRE: A PRIMEIRA PORTA ABERTA ENTRE OS GENTIOS

 

1. O envio missionário e o avanço da Palavra. Conduzidos pelo Espírito Santo, Paulo e Barnabé partiram de Antioquia, desceram a Selêucia e navegaram rumo a Chipre — terra natal de Barnabé e já evangelizada por helenistas (At 11.19). Aportando em Salamina, anunciaram o Evangelho nas sinagogas, cumprindo o princípio missionário revelado por Paulo: “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Acompanhados por João Marcos, seu cooperador (Cl 4.10), avançaram pela ilha até Pafos (At 13.6). Assim, a missão se expandia, demonstrando que proclamar a Palavra exige fidelidade (2Tm 3.16,17), reverência (Jr 23.28,29) e obediência sensível à direção do Espírito Santo (At 13.2).

2. O confronto com as trevas e a vitória do Evangelho (vv.6-8). Em Pafos, os missionários enfrentaram Barjesus, também chamado Elimas — um mágico e falso profeta (Dt 18.9-11; Gl 5.20,21). Ele resistia à pregação, tentando impedir que o procônsul Sérgio Paulo, homem prudente, ouvisse a Palavra de Deus. Cheio do Espírito Santo, Paulo o repreendeu com autoridade, declarando o juízo divino (v.11). A cegueira que o atingiu confirmou o poder do Evangelho e levou Sérgio Paulo a crer, maravilhado com a doutrina do Senhor. Onde a luz resplandece, as trevas recuam (Jo 1.5; Ef 6.12).

3. Confiando no poder transformador do Evangelho (vv.9-12). O encontro em Pafos revela que o Evangelho rompe barreiras sociais e espirituais. Paulo, cheio do Espírito Santo, confronta Elimas e testemunha a conversão de Sérgio Paulo, mostrando que a Palavra transforma mente, coração e vida (Rm 12.2; 2Co 5.17). O Evangelho ilumina o entendimento, renova o interior e produz frutos visíveis (Tg 2.14-26). Que também confiemos nesse poder, orando por quem resiste e anunciando com fé. A jornada agora avança para Antioquia da Pisídia, onde a missão alcançará novas proporções.

 

SINOPSE I

Em Chipre, o Espírito abre a primeira porta da missão gentílica.

 

 

II. A MISSÃO EM ANTIOQUIA DA PISÍDIA: O EVANGELHO QUE ILUMINA

 

1. A exposição apostólica que revela Cristo nas Escrituras (At 13.16-43). Levantando-se na sinagoga, Paulo dirige-se a judeus e gentios tementes a Deus e percorre a história de Israel para revelar que tudo aponta para Cristo. Recorda os juízes e Saul (Jz 2.16; 1Sm 31.13), apresenta Jesus como o descendente de Davi (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38), afirma que João preparou seu caminho (Mt 3), que a cruz cumpriu as profecias (Is 53; Sl 22) e que a ressurreição foi confirmada por testemunhas e pelas Escrituras (1Co 15.1-23; Sl 2.7; 16.10). Proclama a justificação pela fé (Rm 4.13-21) e a salvação a quem crê (Jo 3.16,36). Seu discurso termina com um apelo solene para que os ouvintes não repitam o erro dos que rejeitaram o Messias. A repercussão é imediata: enquanto muitos judeus se retiram, os gentios rogam que Paulo retorne no sábado seguinte. E assim, “quase toda a cidade” se reúne para ouvir a Palavra (At 13.44), revelando uma abertura extraordinária ao Evangelho.

2. A rejeição dos judeus e a tristeza de Paulo diante da incredulidade (At 13.44,45). Fiel ao princípio de alcançar primeiro o judeu e depois o gentio (Rm 1.16), Paulo inicia sua pregação nas sinagogas. Contudo, em Antioquia da Pisídia, a inveja e a resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo ao ver seu povo rejeitar o Evangelho (Rm 9.1-3). Diante dessa recusa, Paulo e Barnabé declaram: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, [...] eis que nos voltamos para os gentios” (At 13.46). Assim, dentro do propósito soberano de Deus, o Evangelho alcança as nações.

3. A porta da fé aberta aos gentios pela graça de Deus (At 13.46-49). Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela resistência voluntária ao Evangelho. Assim, Paulo volta-se aos gentios, que recebem a Palavra com alegria e fé sincera. Cumpre-se, então, o propósito divino anunciado em Isaías: Israel seria luz para as nações (Is 49.6), e de Israel viria Cristo, a “luz para revelação aos gentios” (Lc 2.32 — NAA). O texto afirma que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (v.48). A melhor compreensão, conforme a Bíblia de Estudo Pentecostal, é: “todos os que estavam dispostos para a vida eterna”. Ou seja, todos os que responderam positivamente ao chamado do Espírito. A salvação é oferecida a todos (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9), mas acolhida apenas pelos que creem. Muitos gentios acolheram a Palavra e tornaram-se testemunhas vivas do poder transformador do Evangelho.

Ainda hoje, o Senhor abre portas onde menos esperamos. A missão avança quando a igreja responde com fé, discernimento e obediência. Assim como Antioquia da Pisídia se tornou o lugar de grande colheita, Deus deseja usar cada crente como portador da luz de Cristo. A obra, porém, não terminou ali. Agora, a jornada missionária se desloca para Icônio, Listra e Derbe, onde novos desafios e milagres revelarão novamente o poder do Evangelho por meio do Espírito Santo.

SINOPSE II

O Evangelho ilumina Antioquia da Pisídia e alcança os gentios.

 

 

III. A MISSÃO EM ICÔNIO, LISTRA E DERBE: A FÉ QUE PERSEVERA

 

1. Icônio: o testemunho ousado que enfrenta oposição (At 14.1-7). Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram na sinagoga e anunciaram o Evangelho com tal convicção que muitos judeus e gregos creram. O Senhor confirmava a Palavra com “sinais e prodígios” (v.3), dando testemunho da graça que operava por meio deles. Entretanto, a cidade dividiu-se, e uma conspiração surgiu para apedrejá-los. Obedientes à direção do Espírito, os missionários retiraram-se para Listra, não por medo, mas por prudência, preservando-se para continuar a missão (Mt 10.23). Onde a Palavra frutifica, a oposição também se levanta, mas o avanço do Evangelho não pode ser detido.

2. Listra: milagres, confusão religiosa e sofrimento por Cristo (At 14.8-20). Em Listra, Paulo cura um homem aleijado de nascimento, o que leva a multidão, confundida, a tentar adorá-los como deuses. Paulo e Barnabé rejeitam a idolatria e anunciam o Deus vivo, Criador de todas as coisas. Porém, judeus vindos de Antioquia e Icônio incitam o povo contra eles, e Paulo é apedrejado e deixado como morto. Mas o Senhor o restaura, e ele se levanta, retornando à cidade para reafirmar seu compromisso com o Evangelho. A fé bíblica não foge da dor: permanece firme porque está ancorada no Deus vivo.

3. Derbe: frutos que brotam da perseverança (At 14.20,21). Em Derbe, o Evangelho encontra terreno fértil. Muitos se convertem, e novos discípulos são formados. Mesmo após perseguições e sofrimento, Paulo e Barnabé continuam a pregar e edificam uma comunidade forte na fé. A obra missionária prossegue porque suas raízes não estão na comodidade, mas na fidelidade ao chamado de Cristo.

 

SINOPSE III

Em Icônio, Listra e Derbe, a fé persevera apesar da oposição.

 

 

CONCLUSÃO

 

Ao encerrar esse ciclo missionário, os apóstolos retornam às cidades onde haviam sofrido, fortalecendo os discípulos e estabelecendo presbíteros (At 14.22,23). Depois, apresentam à igreja de Antioquia o relatório do que Deus fizera, celebrando que “abrira aos gentios a porta da fé” (At 14.27). A missão continua porque a graça conduz, sustenta e abre caminhos onde parecia impossível.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1. Por onde Paulo e Barnabé avançaram anunciando o Evangelho após partirem de Antioquia da Síria, para Chipre?

Avançaram pela Ásia Menor, em Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.

 

2. O que o encontro em Pafos revela?

O encontro em Pafos revela que o Evangelho rompe barreiras sociais e espirituais.

 

3. O que Paulo e Barnabé declaram com a recusa dos judeus ao Evangelho?

“Era mister que nós se vos pregasse primeiro a Palavra de Deus.”

 

4. Por que os judeus se tornaram indignos da vida eterna, e o que se seguiu?

Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela resistência voluntária ao Evangelho. Assim, Paulo volta-se aos gentios, que recebem a Palavra com alegria e fé sincera.

 

5. O que aconteceu quando os judeus vindos de Antioquia incitaram o povo contra Paulo e Barnabé?

Paulo é apedrejado e deixado como morto. Mas o Senhor o restaura, e ele se levanta, retornando à cidade para reafirmar seu compromisso com o Evangelho.

 

 

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Título: A Igreja dos Gentios — Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

Comentarista: Wagner Gaby

 

 

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