Lição 13: A Missão continua em nós
Data: 27 de setembro de 2026
TEXTO ÁUREO
“Mas importa que o evangelho
seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Mc 13.10).
VERDADE PRÁTICA
Importa que a Igreja pregue o
Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da
Terra.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Mc 13.10
Importa que o Evangelho seja
pregado a todas as nações
Terça — At 1.8
O Evangelho avança até os
confins da Terra
Quarta — At 28.30,31
O Evangelho é anunciado com
ousadia e sem impedimento
Quinta — Rm 10.14,15
A pregação é o meio de Deus para
alcançar as nações
Sexta — 2Tm 2.9
As circunstâncias não impedem o
avanço do Evangelho
Sábado — Mt 28.18-20
A Igreja é enviada para anunciar
o Evangelho a todos os povos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 28.18-20; Atos 1.8;
Efésios 2.13-18.
Mateus 28
18 — E, chegando-se Jesus,
falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
19 — Portanto, ide, ensinai todas
as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 — ensinando-as a guardar todas
as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias,
até à consumação dos séculos. Amém!
Atos 1
8 — Mas recebereis a virtude do
Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em
Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
Efésios 2
13 — Mas, agora, em Cristo Jesus,
vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 — Porque ele é a nossa paz, o
qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava
no meio,
15 — na sua carne, desfez a
inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para
criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 — e, pela cruz, reconciliar
ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 — E, vindo, ele evangelizou a
paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;
18 — porque, por ele, ambos temos
acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
HINOS SUGERIDOS
115, 127 e 227 da Harpa Cristã.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A missão da Igreja nasce do
mandato de Cristo e do poder do Espírito Santo, tendo como alvo todas as
nações. Desde o princípio, o Plano de Deus sempre foi alcançar também os
gentios, rompendo barreiras étnicas e culturais. A expansão do Evangelho
confirma que Deus não faz acepção de pessoas e chama todos para o seu Reino.
Assim, a Igreja é essencialmente missionária e permanece chamada a anunciar
Cristo até os confins da Terra (At 28.30,31).
Palavra-Chave:
COMISSÃO
I. O MANDATO UNIVERSAL DE JESUS
1. A autoridade de Cristo sobre
todas as nações (Mt 28.18). Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no Céu e na Terra, Jesus
afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja. Essa
autoridade, confirmada após a ressurreição, garante que a ordem missionária não
se apoie em força humana, mas no senhorio do Cristo glorificado. Por isso, a
missão é universal e inegociável. Em Atos 1.8, o Senhor revela o meio dessa
missão: o poder do Espírito Santo. Sem a ação do Espírito, não há testemunho
eficaz; sem missão, a Igreja perde sua razão de existir. Hoje, essa mesma
autoridade continua sustentando a proclamação do Evangelho em todas as
realidades onde a Igreja está inserida.
2. A ordem de fazer discípulos
em todas as etnias (Mt 28.19). A Grande Comissão revela que o Evangelho não
reconhece fronteiras culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas
as nações é o desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os
povos (Mc 16.15). O discipulado vai além da conversão inicial: envolve ensino,
formação espiritual e transformação de vida. Assim, a Igreja dos gentios
confirma que o plano de Deus sempre foi incluir todos os povos em seu Reino.
Essa missão continua vigente, chamando cada cristão a testemunhar com
fidelidade até a volta de Cristo.
3. A promessa da presença de
Cristo até o fim (Mt 28.20). A ordem missionária vem acompanhada de uma
promessa consoladora: Jesus estaria com sua Igreja todos os dias, até a
consumação dos séculos. Essa presença constante, manifestada pelo Espírito
Santo, sustenta a obra missionária mesmo em meio às adversidades. Não
caminhamos sozinhos; o Senhor é nosso ajudador (Hb 13.5,6). Essa certeza
fortalece a fé, renova a esperança e garante que a missão de Deus não falhará.
Assim, confiantes na presença de Cristo, avançamos para compreender como essa
missão se concretiza na expansão do Evangelho entre os gentios.
SINOPSE I
A autoridade de Cristo fundamenta e ordena a missão
universal.
II. O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA
MISSÃO
1. A capacitação do Espírito
Santo para testemunhar (At 1.8a). Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja
só é possível mediante a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é
humano, nem resultado de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina
que concede ousadia, discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de
Cristo (Lc 24.49). Esse poder capacita o crente a viver em santidade e a
comunicar eficazmente o Evangelho. Além disso, o Espírito Santo atua no coração
dos ouvintes, convencendo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Ele
revela o pecado da incredulidade, manifesta a justiça de Deus em Cristo (2Co
5.21) e aponta para o juízo já decretado sobre Satanás, assegurando que a
missão não depende apenas de quem anuncia, mas do agir soberano de Deus.
2. A expansão geográfica e
espiritual do Evangelho (At 1.8b). A missão cristã é progressiva e expansiva. O
testemunho começa em Jerusalém, alcança a Judeia e Samaria e se estende até os
confins da Terra. Essa progressão revela o Plano divino para a evangelização
mundial e estrutura o próprio livro de Atos (1-7; 8-12; 13-28). A expressão
“confins da Terra” aponta para todos os povos, culturas e regiões, sem
distinção. Assim, o Evangelho rompe limites geográficos, étnicos e culturais,
demonstrando que o plano de Deus sempre foi alcançar toda a humanidade (Rm
15.20).
3. A missão como
responsabilidade de toda a Igreja. Paulo mostra que a fé nasce ao ouvir a mensagem
proclamada do Evangelho (Rm 10.13-15). A missão não é tarefa exclusiva de
líderes, mas responsabilidade de toda a Igreja. Todos os crentes foram chamados
para anunciar as virtudes de Deus (1Pe 2.9). Ser enviado é um privilégio e uma
honra, pois “quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia
boas-novas” (Is 52.7 — NAA). Assim, fortalecida pelo Espírito e
consciente de sua vocação, a Igreja segue proclamando o Evangelho, agora
considerando como esse anúncio encontra respostas diferentes no coração humano.
SINOPSE II
O Espírito capacita e impulsiona a expansão
missionária.
III. A GRANDE COMISSÃO E A
CONTINUIDADE DO CHAMADO MISSIONÁRIO
1. A inclusão dos gentios no
Corpo de Cristo (Ef 2.11-16). Em Efésios 2.11-16, Paulo afirma que os gentios,
antes separados, sem esperança e alheios às promessas, foram aproximados de
Deus por meio do sangue de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de
separação”, abolindo as ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si
mesmo um novo homem e estabelecendo a paz. A obra redentora de Cristo
reconciliou ambos em um só corpo, formando uma nova comunidade espiritual.
Assim, a Igreja é composta de judeus e gentios unidos em Cristo, confirmando
que o Evangelho é universal e que Deus não faz acepção de pessoas (At
10.34-36). A inclusão dos gentios revela que a salvação não pertence a um grupo
específico, mas é oferecida a todos pela graça.
2. A continuidade da missão até
a volta de Cristo. Jesus ensina que, antes do fim, “importa que o evangelho seja
primeiramente pregado entre todas as nações” (Mc 13.10). Mesmo em meio a
perseguições, crises e instabilidades, a missão não pode ser interrompida. A
pregação do Evangelho é parte do Plano soberano de Deus e deve prosseguir até a
consumação dos tempos. Assim como a Igreja Primitiva perseverou em anunciar
Cristo apesar das adversidades, a Igreja atual é chamada a manter-se fiel ao
mandato missionário, certa de que o retorno glorioso de Cristo encontrará um
povo comprometido com a proclamação do Reino.
3. O compromisso da Igreja atual
com missões locais e transculturais. Paulo exorta Timóteo a pregar a Palavra “a tempo e
fora de tempo”, revelando que a missão exige perseverança, fidelidade e
prontidão (2Tm 4.2). Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve
anunciar o Evangelho em contextos locais e transculturais, sustentando,
enviando e indo. A missão é global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc
16.15). Manter viva a chama missionária é um dever espiritual, pois “ai de mim
se não anunciar o evangelho” (1Co 9.16). Assim, a Grande Comissão permanece
como o compromisso permanente da Igreja até que Cristo volte.
SINOPSE III
A missão continua na Igreja até a volta gloriosa de
Cristo.
CONCLUSÃO
A Igreja nasceu com vocação
missionária. A expansão do Evangelho entre os gentios confirma que a salvação
não conhece fronteiras étnicas, culturais ou geográficas. Somos herdeiros
diretos da missão confiada à Igreja Primitiva, e chamados a dar continuidade a
esse legado. Cabe a nós proclamar Cristo a todos os povos, com fidelidade e
compromisso, anunciando, discipulando e testemunhando até a volta do Senhor
Jesus. A missão continua, e a responsabilidade é de toda a Igreja.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como e por quem foi
estabelecido o fundamento da missão da Igreja?
R: Ao declarar que toda autoridade lhe foi dada no Céu e na Terra, Jesus
afirma seu domínio absoluto e estabelece o fundamento da missão da Igreja.
2. O que revela a Grande Comissão,
no tocante a fazer discípulos de todas tribos, línguas e nações?
R: A Grande Comissão revela que o Evangelho não reconhece fronteiras
culturais, sociais ou étnicas. Fazer discípulos de todas as nações é o
desdobramento natural da autoridade de Cristo sobre todos os povos (Mc 16.15).
3. Segundo Atos 1.8, como a
gloriosa e desafiadora missão da Igreja se torna possível a seres humanos tão
limitados?
R: Em Atos 1.8, Jesus afirma que a missão da Igreja só é possível mediante
a capacitação do Espírito Santo. O poder prometido não é humano, nem resultado
de preparo intelectual apenas, mas uma habilitação divina que concede ousadia,
discernimento e autoridade espiritual para testemunhar de Cristo (Lc 24.49).
4. O que Paulo afirma em Efésios
2.11-16, demonstrando que judeus e gentios foram reconciliados em um só corpo
por meio da obra de Cristo?
R: Em Efésios 2.11-16, Paulo afirma que os gentios, antes separados, sem
esperança e alheios às promessas, foram aproximados de Deus por meio do sangue
de Cristo. Na cruz, Jesus derrubou a “parede de separação”, abolindo as
ordenanças que dividiam judeus e gentios, criando em si mesmo um novo homem e
estabelecendo a paz.
5. O que a igreja de hoje deve
fazer diante do chamado registrado em Mateus 28.19,20 e em Marcos 16.15?
R: Esse chamado se estende à Igreja de hoje, que deve anunciar o Evangelho
em contextos locais e transculturais, sustentando, enviando e indo. A missão é
global, urgente e inadiável (Mt 28.19,20; Mc 16.15).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A MISSÃO CONTINUA EM NÓS
Nesta última lição, o foco é a
missão que teve início com os primeiros cristãos e que se estende à igreja dos
dias atuais. A pregação do Evangelho rompeu as barreiras étnicas, culturais e
geográficas e, finalmente, chegou até nós. É responsabilidade da igreja atual
dar continuidade à pregação do Evangelho a fim de que todos os povos da terra
conheçam a Palavra da Salvação (Mc 16.15). Afinal de contas, esta é uma
promessa de nosso Senhor, de que este Evangelho alcançaria os confins da Terra
antes de chegar o tempo do fim (Mt 24.14). Para tanto, o trabalho a igreja é
progressivo e contínuo. Ele não consiste apenas em anunciar, mas, sobretudo,
consolidar a fé daqueles que creem, e integrá-los ao Corpo de Cristo, isto é, a
igreja. Dessa forma, os irmãos recém-chegados tornam-se participantes do
compromisso com a sã doutrina, bem como da responsabilidade de alcançar outras
pessoas para Cristo, por meio de um testemunho fiel e sincero (At 1.8). O cerne
do testemunho cristão é um estilo de vida comprometido com a mensagem
compartilhada na Palavra de Deus e que, corriqueiramente, é estudada nas
igrejas. Adotar um evangelho que consiste apenas em conhecimento teórico é
reduzi-lo ao vazio do judaísmo farisaico, ou seja, sem poder e autoridade
espirituais (Mt 7.29). Por essa razão, Paulo declara que o Evangelho “é o poder
de Deus para salvação de todo aquele que crer” (Rm 1.16). A esse respeito,
Lawrence O. Richards declara, na obra Comentário Histórico — Cultural
(CPAD) que “O termo grego para a palavra poder é dunamis. Ele não é, como alguns
acreditam, uma força explosiva (dinamite) de Deus, mas uma inextinguível
energia que permite que Ele faça uma transformação interior nos seres humanos.
O conceito subjacente de ‘salvação’ mantém nossa atenção focalizada em nosso interior.
No Antigo Testamento, a ‘salvação’ era principalmente a libertação dos inimigos
estrangeiros; mas no Novo Testamento ela representa principalmente a libertação
do poder corruptor do pecado, e o temor de suas eternas consequências. Paulo,
talvez esteja esperando aqui que seus leitores também pensem no uso cotidiano
dessa palavra no primeiro século, onde soteria significava ‘saúde, segurança,
preservação’. O evangelho é o poder de Deus — poder que é transmitido a todos
os que creem, para nos livrar das trágicas consequências de nosso pecado, e nos
tornar espiritualmente sadios para sempre” (2007, p.290). Em outras palavras, o
Evangelho é uma mensagem nova que deve ser vivida a cada dia. O próprio Paulo
endossa esta verdade aos Filipenses quando diz “[...] assim também operai a
vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12), ou seja, desenvolvei a vossa
salvação. Que o nosso testemunho possa alcançar muitas almas para Cristo!
3º Trimestre de 2026
Título: A Igreja dos Gentios — Da
chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
Comentarista: Wagner Gaby
