LIÇÕES BÍBLICAS CPAD
ADULTOS 3º
Trimestre de 2026
Lição 2: A porta da fé se abre
entre os gentios
Data: 12 de julho de 2026
TEXTO ÁUREO
“Porque o Senhor assim no-lo
mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos
confins da terra.” (At 13.47).
VERDADE
PRÁTICA
O propósito de Deus é que o
Evangelho alcance todas as nações, revelando seu eterno desejo de salvar a
todos.
LEITURA
DIÁRIA
Segunda — At 1.8
A missão aos gentios nasce da
promessa do Espírito
Terça — At
11.26
Quem é formado em Cristo vive
para anunciar Cristo
Quarta — At
11.20
A primeira porta que Deus usa
para alcançar os gentios
Quinta — Is
49.6
Deus planejou que seu povo fosse
luz para as nações
Sexta — Rm 1.16
O Evangelho é poder de Deus para
todo o ser humano
Sábado — At
14.27
É Deus quem abre a porta da fé
aos gentios
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
Atos 13.44-52.
44 — E, no sábado seguinte,
ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus.
45 — Então, os judeus, vendo
a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo
dizia.
46 — Mas Paulo e Barnabé,
usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a
palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida
eterna, eis que nos voltamos para os gentios.
47 — Porque o Senhor assim
no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até
aos confins da terra.
48 — E os gentios, ouvindo
isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos
estavam ordenados para a vida eterna.
49 — E a palavra do Senhor
se divulgava por toda aquela província.
50 — Mas os judeus incitaram
algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram
perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites.
51 — Sacudindo, porém,
contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio.
52 — E os discípulos estavam
cheios de alegria e do Espírito Santo.
HINOS
SUGERIDOS
65, 224 e 305 da Harpa Cristã.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A primeira viagem missionária do
apóstolo Paulo está registrada em Atos 13 e 14. Logo após serem separados pelo
Espírito Santo (At 13.2,3), Paulo e Barnabé, guiados pela direção divina,
iniciaram a obra que o Senhor lhes confiara. A jornada durou cerca de dois
anos, entre 46 e 48 d.C. Nesse período, acompanhados por João Marcos, partiram
de Antioquia da Síria, seguiram para Chipre — terra natal de Barnabé — e
avançaram pela Ásia Menor, anunciando o Evangelho em Antioquia da Pisídia,
Icônio, Listra e Derbe. Toda a missão tinha um alvo claro: alcançar os gentios
e revelar que o plano de Deus abraça todas as nações sob a luz de Cristo. Esse
é o assunto que veremos nesta lição.
Palavra-Chave:
MISSÃO
I. A MISSÃO EM CHIPRE: A
PRIMEIRA PORTA ABERTA ENTRE OS GENTIOS
1. O envio missionário e o
avanço da Palavra. Conduzidos pelo Espírito Santo, Paulo e Barnabé partiram de
Antioquia, desceram a Selêucia e navegaram rumo a Chipre — terra natal de
Barnabé e já evangelizada por helenistas (At 11.19). Aportando em Salamina,
anunciaram o Evangelho nas sinagogas, cumprindo o princípio missionário
revelado por Paulo: “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16).
Acompanhados por João Marcos, seu cooperador (Cl 4.10), avançaram pela ilha até
Pafos (At 13.6). Assim, a missão se expandia, demonstrando que proclamar a Palavra
exige fidelidade (2Tm 3.16,17), reverência (Jr 23.28,29) e obediência sensível
à direção do Espírito Santo (At 13.2).
2. O confronto com as trevas e a
vitória do Evangelho (vv.6-8). Em Pafos, os missionários enfrentaram
Barjesus, também chamado Elimas — um mágico e falso profeta (Dt 18.9-11; Gl
5.20,21). Ele resistia à pregação, tentando impedir que o procônsul Sérgio
Paulo, homem prudente, ouvisse a Palavra de Deus. Cheio do Espírito Santo,
Paulo o repreendeu com autoridade, declarando o juízo divino (v.11). A cegueira
que o atingiu confirmou o poder do Evangelho e levou Sérgio Paulo a crer,
maravilhado com a doutrina do Senhor. Onde a luz resplandece, as trevas recuam
(Jo 1.5; Ef 6.12).
3. Confiando no poder
transformador do Evangelho (vv.9-12). O encontro em Pafos revela que o Evangelho
rompe barreiras sociais e espirituais. Paulo, cheio do Espírito Santo,
confronta Elimas e testemunha a conversão de Sérgio Paulo, mostrando que a
Palavra transforma mente, coração e vida (Rm 12.2; 2Co 5.17). O Evangelho
ilumina o entendimento, renova o interior e produz frutos visíveis (Tg
2.14-26). Que também confiemos nesse poder, orando por quem resiste e
anunciando com fé. A jornada agora avança para Antioquia da Pisídia, onde a
missão alcançará novas proporções.
SINOPSE I
Em Chipre, o Espírito abre a primeira porta da
missão gentílica.
II. A MISSÃO EM ANTIOQUIA DA
PISÍDIA: O EVANGELHO QUE ILUMINA
1. A exposição apostólica que
revela Cristo nas Escrituras (At 13.16-43). Levantando-se na sinagoga, Paulo dirige-se a
judeus e gentios tementes a Deus e percorre a história de Israel para revelar
que tudo aponta para Cristo. Recorda os juízes e Saul (Jz 2.16; 1Sm 31.13),
apresenta Jesus como o descendente de Davi (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38), afirma que
João preparou seu caminho (Mt 3), que a cruz cumpriu as profecias (Is 53; Sl
22) e que a ressurreição foi confirmada por testemunhas e pelas Escrituras (1Co
15.1-23; Sl 2.7; 16.10). Proclama a justificação pela fé (Rm 4.13-21) e a salvação
a quem crê (Jo 3.16,36). Seu discurso termina com um apelo solene para que os
ouvintes não repitam o erro dos que rejeitaram o Messias. A repercussão é
imediata: enquanto muitos judeus se retiram, os gentios rogam que Paulo retorne
no sábado seguinte. E assim, “quase toda a cidade” se reúne para ouvir a
Palavra (At 13.44), revelando uma abertura extraordinária ao Evangelho.
2. A rejeição dos judeus e a
tristeza de Paulo diante da incredulidade (At 13.44,45). Fiel ao princípio de
alcançar primeiro o judeu e depois o gentio (Rm 1.16), Paulo inicia sua
pregação nas sinagogas. Contudo, em Antioquia da Pisídia, a inveja e a
resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo ao ver seu povo rejeitar o
Evangelho (Rm 9.1-3). Diante dessa recusa, Paulo e Barnabé declaram: “Era
mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a
rejeitais, [...] eis que nos voltamos para os gentios” (At 13.46). Assim,
dentro do propósito soberano de Deus, o Evangelho alcança as nações.
3. A porta da fé aberta aos
gentios pela graça de Deus (At 13.46-49). Ao rejeitarem a mensagem, muitos judeus se
tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário, mas pela
resistência voluntária ao Evangelho. Assim, Paulo volta-se aos gentios, que
recebem a Palavra com alegria e fé sincera. Cumpre-se, então, o propósito
divino anunciado em Isaías: Israel seria luz para as nações (Is 49.6), e de
Israel viria Cristo, a “luz para revelação aos gentios” (Lc 2.32 — NAA).
O texto afirma que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”
(v.48). A melhor compreensão, conforme a Bíblia de Estudo Pentecostal, é:
“todos os que estavam dispostos para a vida eterna”. Ou seja, todos os que
responderam positivamente ao chamado do Espírito. A salvação é oferecida a
todos (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9), mas acolhida apenas pelos que creem. Muitos
gentios acolheram a Palavra e tornaram-se testemunhas vivas do poder
transformador do Evangelho.
Ainda hoje, o Senhor abre portas
onde menos esperamos. A missão avança quando a igreja responde com fé,
discernimento e obediência. Assim como Antioquia da Pisídia se tornou o lugar
de grande colheita, Deus deseja usar cada crente como portador da luz de
Cristo. A obra, porém, não terminou ali. Agora, a jornada missionária se
desloca para Icônio, Listra e Derbe, onde novos desafios e milagres revelarão
novamente o poder do Evangelho por meio do Espírito Santo.
SINOPSE II
O Evangelho ilumina Antioquia da Pisídia e alcança
os gentios.
III. A MISSÃO EM ICÔNIO, LISTRA
E DERBE: A FÉ QUE PERSEVERA
1. Icônio: o testemunho ousado
que enfrenta oposição (At 14.1-7). Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram na
sinagoga e anunciaram o Evangelho com tal convicção que muitos judeus e gregos
creram. O Senhor confirmava a Palavra com “sinais e prodígios” (v.3), dando
testemunho da graça que operava por meio deles. Entretanto, a cidade
dividiu-se, e uma conspiração surgiu para apedrejá-los. Obedientes à direção do
Espírito, os missionários retiraram-se para Listra, não por medo, mas por
prudência, preservando-se para continuar a missão (Mt 10.23). Onde a Palavra
frutifica, a oposição também se levanta, mas o avanço do Evangelho não pode ser
detido.
2. Listra: milagres, confusão
religiosa e sofrimento por Cristo (At 14.8-20). Em Listra, Paulo cura um
homem aleijado de nascimento, o que leva a multidão, confundida, a tentar
adorá-los como deuses. Paulo e Barnabé rejeitam a idolatria e anunciam o Deus
vivo, Criador de todas as coisas. Porém, judeus vindos de Antioquia e Icônio incitam
o povo contra eles, e Paulo é apedrejado e deixado como morto. Mas o Senhor o
restaura, e ele se levanta, retornando à cidade para reafirmar seu compromisso
com o Evangelho. A fé bíblica não foge da dor: permanece firme porque está
ancorada no Deus vivo.
3. Derbe: frutos que brotam da
perseverança (At 14.20,21). Em Derbe, o Evangelho encontra terreno fértil. Muitos se
convertem, e novos discípulos são formados. Mesmo após perseguições e
sofrimento, Paulo e Barnabé continuam a pregar e edificam uma comunidade forte
na fé. A obra missionária prossegue porque suas raízes não estão na comodidade,
mas na fidelidade ao chamado de Cristo.
SINOPSE III
Em Icônio, Listra e Derbe, a fé persevera apesar da
oposição.
CONCLUSÃO
Ao encerrar esse ciclo
missionário, os apóstolos retornam às cidades onde haviam sofrido, fortalecendo
os discípulos e estabelecendo presbíteros (At 14.22,23). Depois, apresentam à
igreja de Antioquia o relatório do que Deus fizera, celebrando que “abrira aos
gentios a porta da fé” (At 14.27). A missão continua porque a graça conduz,
sustenta e abre caminhos onde parecia impossível.
REVISANDO O
CONTEÚDO
1. Por onde Paulo e Barnabé
avançaram anunciando o Evangelho após partirem de Antioquia da Síria, para
Chipre?
Avançaram pela Ásia Menor, em
Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe.
2. O que o encontro em Pafos
revela?
O encontro em Pafos revela que o
Evangelho rompe barreiras sociais e espirituais.
3. O que Paulo e Barnabé
declaram com a recusa dos judeus ao Evangelho?
“Era mister que nós se vos
pregasse primeiro a Palavra de Deus.”
4. Por que os judeus se
tornaram indignos da vida eterna, e o que se seguiu?
Ao rejeitarem a mensagem, muitos
judeus se tornaram “indignos da vida eterna”, não por um decreto arbitrário,
mas pela resistência voluntária ao Evangelho. Assim, Paulo volta-se aos
gentios, que recebem a Palavra com alegria e fé sincera.
5. O que aconteceu quando os
judeus vindos de Antioquia incitaram o povo contra Paulo e Barnabé?
Paulo é apedrejado e deixado
como morto. Mas o Senhor o restaura, e ele se levanta, retornando à cidade para
reafirmar seu compromisso com o Evangelho.
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Título: A Igreja dos Gentios — Da
chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
Comentarista: Wagner Gaby
